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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cristãos de fé!

O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé, caminho de certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas, na confiança de um mundo melhor.
Moisés teve uma atitude bonita, pois colocou-se na posição de súplica a Deus, pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia a luta.
No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico, porque nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação. 

No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico, porque nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.
Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos, mas só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.
A oração é um ato de insistência de quem pede Àquele é capaz de responder com segurança. Deus é como um juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo no limite de suas necessidades e de sua dignidade.
O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino, olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo, leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.
Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige, e não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isso o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Texto retirado do site da Canção Nova

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vida Religiosa

É comum associar a expressão “vida religiosa” a uma vida reclusa, como a das freiras enclausuradas. Mas, na verdade, toda pessoa que crê no Pai do céu, no Seu projeto, no destino que Ele traçou para as criaturas, obviamente deve ter uma vida religiosa. Não se pode conhecer uma verdade, acreditar nela e não se pronunciar a respeito. Há de haver uma reação. Portanto, acreditamos que vida religiosa é aquela que todos nós devemos viver.

Conhecendo o mistério da magnífica criação do mundo, conhecendo as nossas falhas, conhecendo a misericórdia divina, através da Bíblia e, principalmente, através dos relatos da Paixão de Jesus Cristo, que veio ao mundo para nos remir de nossas faltas e para nos ensinar a construir a felicidade, temos de tomar uma atitude com relação a tudo isso e essa atitude é a nossa vida religiosa. Religião é palavra oriunda do latim (re+ligare) e significa “religação, nova ligação”, ligação do que foi quebrado e restaurado.

Para o cristão, a Ressurreição é a etapa conclusiva da salvação. No Evangelho, encontramos o fato, a dinâmica e todo o objetivo da vida que, em Maria, se realiza de maneira plena e livre. Nosso destino é um novo céu, não um céu "lá em cima", porque céu não é um lugar, mas um estado.

Maria Santíssima é o modelo do perfeito discípulo. A sua vida foi toda uma vida religiosa, não fora do mundo, mas atuante no mundo, para Deus e pelos irmãos. Na atitude da Virgem Maria, ser humano realizado, toda pessoa encontra inspiração de vida, fé e amor: o projeto se torna realidade; o mal é vencido; o amor triunfa.

Vida religiosa é isto: é o indivíduo ver, em cada momento e em cada circunstância de sua vida, a presença amorosa de Deus e responder a esse amor, não importa o que der e vier, como “a serva do Senhor”: faça-se em mim segundo a Vossa vontade. E dentre aqueles que vivem uma vida religiosa nós rezamos especialmente por todos os que têm uma vida consagrada, contemplativa ou não, os religiosos que, seguindo aos conselhos evangélicos da pobreza, obediência e castidade, se colocam mais proximamente na radicalidade do serviço e do anúncio do Evangelho ao mundo.

Que os religiosos, os frades, as freiras, os monjes e as monjas possam crescer cada vez mais no testemunho e na ação pastoral da Igreja de Cristo.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial de Campanha (MG)
Corpus Christ 2010 - Paróquia S. Sebastião de Austin - NI.

domingo, 27 de junho de 2010

A Igreja e o mundo digital

Cidade do Vaticano 27 jun (SIR) – É cada vez mais atual a discussão sobre o tema da cultura digital, dentro e fora da Igreja. Um tema que diz respeito à própria estrutura da Igreja como também aos membros e aqueles que trabalham com o mundo da comunicação. O próprio Santo Padre na sua mensagem por ocasião do 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano, que se celebrou no último mês de maio, chamou a atenção dos sacerdotes para anunciar Cristo também no mundo digital. Um tema que “põe em primeiro plano a reflexão sobre um âmbito pastoral vasto e delicado como é o da comunicação e o mundo digital, oferecendo ao sacerdote novas possibilidades de realizar seu particular serviço à Palavra e da Palavra”.
Os agentes de comunicação – sejam eles clérigos ou leigos - que prestam o seu serviço nos meios de comunicação e agora com o fenômeno do mundo digital, devem realizar um autêntico serviço dentro desta nova cultura, que é um espaço de “busca da verdade” e que suscita comunhão entre as pessoas.
Nos dias passados o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Celli reafirmava que todos devem aceitar este desafio abrindo “espaços como o ‘pátio dos gentis’ no Templo de Jerusalém”, que sejam espaços de busca da verdade, de aproximação ao Mistério de Deus.
O mundo da comunicação teve nos últimos anos um crescimento exponencial, e a Igreja Católica não pode ficar alheia a isso. Podemos afirmar que cresceu o número de obras sobre a comunicação após o Concílio Vaticano II, e isso representa de modo concreto que a Igreja toma consciência de que sua missão é comunicação, que a comunicação suscita comunhão entre as pessoas, e que as pessoas em comunhão atuam como fermento na massa da sociedade.
Como comunicadores devemos nos circundar com um autêntico profissionalismo, com o amor à verdade e a integridade, com a ética do respeito e da defesa da dignidade da pessoa humana.
Recentemente o Papa convidou os meios eclesiais a integrarem o Evangelho nesta nova cultura criada pela comunicação moderna, para poder transformar o “continente digital” com a única Palavra que pode salvar o homem.
“O uso dos meios de comunicação não tem somente a finalidade de multiplicar o anúncio do Evangelho: trata-se de um fato muito mais profundo porque a própria evangelização da cultura moderna depende, em grande parte, da sua influência” (n. 37). Não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta ‘nova cultura’ criada pelas modernas comunicações.
As novas tecnologias estão criando uma nova cultura, a cultural digital: O grande desafio que a Igreja deve enfrentar hoje não é a aquisição de meios mais potentes de transmissão, mas ser capaz de dialogar com esta nova cultura. Assim, redescobriremos que a missão da Igreja é sempre a mesma: anunciar a Palavra de Jesus. Hoje, essas grandes redes sociais são ponto de encontro para milhões de pessoas.
 
Fonte:http://www.catolicos.com.br/default.asp?notid=33253

domingo, 20 de junho de 2010

Eucaristia, nosso tesouro!


Muitas vezes queremos compreender como o Senhor dá Seu corpo e sangue na forma de pão e vinho, mas isso será sempre um mistério de fé. Jesus, sabendo disso, veio em auxílio a nossa fraqueza e a nossa incredulidade. Para que pudéssemos aceitar com mais falcilidade o mistério da Eucarístia. Ele realizou muitos prodígios: andou sobre as águas, multiplicou os pães, apareceu aos apóstolos após Sua ressurreição; tudo para que soubéssemos que Ele tem o poder de realizar aquilo que realizou na Eucaristia.

Jesus quis concretizar Sua presença sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia, é Seu corpo, que vem ser presença , remédio, cura, alimento e força para nós.

"Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida. Quem se alimentacom minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e eu nele." (Jo 6, 55-56).

Só comungamos frequentemente e adoramos Jesus no Santíssimo Sacramento conseguiremos forças para prosseguir numa vida de santidade.

Se você contraísse qualquer doença grave, certamente toamria todos os remédios indicados pelo médico. O remédio para curar as doenças espirituais é a Eucaristia.. É o próprio corpo e sangue, alma e divindade do nosso Senhor Jesus Cristo, o remédio eficaz para o nosso corpo e para nossa alma. Comungamos o corpo do Senhor, nossos pensamentos, sentimentos, ideias e fantasias são purificados. A descontaminação acontece pela Eucaristia.

Além de receber Jesus Eucarístico, é preciso adorá-Lo no Santíssimo Sacramento. Seja adorador! Se por vários motivos você não puder permanecer muito tempo em adoração, passe pelo menos 5 minutos por diante de Jesus presente no sacrário.

Somos incapazes de imaginar os benefícios que recebemos quando estamos em adoração diante do Santíssimo Sacramento. Da mesma forma que nos unimos aos sofrimentos de alguém que amamos, Jesus se une a nós. No momento em que estamos diante do Santíssimo Sacramento, Jesus está diante de nós.

Jesus na Eucaristia deseja ardentemente esse encontro, e, como ovelhas machucadas, precisamos nos encontrar com Ele para a nossa cura.

Que Jesus entre em sua casa e comece a reinar. Que o Santíssimo Sacramento se levante para abençoar o Brasil, o seu lar, seu casamento, seus filhos, sua maternidade e sua paternidade.

Da amiga em Cristo, Eliane!